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Reflexão pessoal crítica

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Reflexão pessoal crítica

January 26, 2018

     A Unidade Curricular (UC) de Metodologia de Investigação I é parte integrante do conjunto de disciplinas obrigatórias do Mestrado em Educação, na área de especialização em Educação e Tecnologias Digitais. Para ano letivo 2017/2018, a UC ficou encarregue ao Professor Doutor Fernando Costa.

     Uma das componentes de avaliação desta disciplina consistiu na elaboração de um Ambiente Pessoal de Aprendizagem (APA) ou Personal Learning Environmnet (PLE, da sigla em inglês) onde foi pedido que cada aluno, através de mapas conceptuais, esquemas, sínteses de textos, brainstormings, realizasse uma análise dos conteúdos relacionados com as metodologias de investigação, resultantes da leitura, análise e sistematização de textos propostos (pelo docente ou por meio de pesquisas individuais), como de sessões síncronas e eventuais debates, para além de outras informações consideradas relevantes.

     Antes de me debruçar sobre o trabalho desenvolvido ao longo deste trimestre, convém explicitar em que é consiste um APA.

Sinteticamente um APA pode ser “entendido como um espaço pessoal online em que cada estudante organiza as aprendizagens que vai fazendo recorrendo às potencialidades das tecnologias digitas” (Costa, 2017).

     Diversos autores fazem referência às potencialidades dos APA. Anderson (2007) fez referência a essas potencialidades na comunicação apresentada na conferência online sobre PLEs, que teve como promotor George Siemens, salientando que as affordances (potencialidades existentes) podem ser descritas em três domínios, designadamente:

[1] As enormes quantidades de conteúdos disponíveis (abertos, interactivos, personalizáveis; [2] as comunicações de alta qualidade e baixo custo (multisíncronas, móveis, embebidas, disseminadas); e [3] os agentes (alertas do Google, RSS, etc.) [que] – estimulam uma cultura participatória e obrigam a uma expansão da aprendizagem dos contextos educativos tradicionais para um que estimule, facilite, recompense e avalie a aprendizagem “anytime, anyplace, anywhere, for any reason” (referido por Mota, 2009, pp. 6-7).

     Através das informações supracitadas, fica claro que os PLE possibilitam que os aprendizes controlem e definam a sua aprendizagem, “caracterizando-se por ser “self-directed (...) autonomous or independent learners” (ibidem, p. 7).

     A UC de Metodologia de Investigação I visa introduzir as principais noções de investigação científica, dando especial destaque para a investigação em contexto educativo e formativo e está dividida em três módulos, nomeadamente: Módulo 1: Natureza e características da investigação científica; Módulo 2: Principais paradigmas da investigação em Educação; e Módulo 3: Métodos, instrumentos e técnicas de recolha de dados. Esta disciplina serviu como preparação para a edificação da dissertação de mestrado que deverá ser realizada ao longo do segundo ano do curso.

     Antes de me reportar às aprendizagens realizadas em cada módulo, abordarei sinteticamente a edificação do APA.

     O APA foi desenvolvido através da plataforma WIX e pode ser encontrado através do seguinte endereço: https://fabriciopereiraieul.wixsite.com/omeuapa. Foi utilizado um template da autoria do Cantinho Criativo, com algumas adaptações. Essas adaptações envolveram, por exemplo, a seleção das cores. Optei por cores neutras (brancos, pretos, cinzentos), se bem que para realçar determinados títulos, optei por cores mais quentes (amarelos). No geral o que eu pretendia era um site simples, organizado e de fácil navegação.

     No que toca às aprendizagens realizadas, os três módulos iniciaram-se com uma sessão síncrona, onde nos foi pedido que realizássemos um mapa conceptual tendo em conta os tópicos tratados.

     No primeiro módulo, abordou-se a natureza e as características da investigação científica, as etapas e componentes do processo e critérios de qualidade, a formulação de problemas, questões e objetivos de investigação e o papel da teoria, da revisão da literatura e da observação e recolha de dados empíricos.

     Ao analisar os conteúdos sobreditos, dei especial destaque aos textos de Almeida e Freire (2003), Tuckman (2003), Lukas e Santiago (2004), Marconi e Lakatos (2003), Álvarez (2001) e Bento (2011).

     No segundo módulo, o foco recaiu sobre os principais paradigmas da investigação em Educação, sobre a caracterização e fundamentos da natureza ontológica, epistemológica e metodológica e desafios e limites de cada abordagem, abordando ainda a deontologia e ética na investigação, dando especial destaque ao Código de Conduta e Boas Práticas da Universidade de Lisboa e às normas de referenciação (Normas APA) utilizadas nas Ciências Sociais e Humanas, nomeadamente na área da Educação.

     Dentre as leituras sugeridas e as que resultaram de pesquisa autónoma, saliento os textos de Guerra (2002), Lukas e Santiago (2004), Adrodomus (2008), Alvarado e García (2008), Coutinho (2011), Bento (2012), Roxo e Duarte (2012), Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação (2014) e Sousa, Conti, Salles e Mussel (2016).

     No terceiro módulo, a ênfase incidiu sobre os métodos, instrumentos e técnicas de recolha de dados, sobre as principais características e estratégias de construção, aplicação e análise de dados, bem como nas estratégias de organização, relato e partilha da investigação com a comunidade científica e que recursos tecnológicos servem de apoio à concretização da investigação.

     Para a análise e aprofundamento dos conteúdos supracitados destaco os textos de Sanchez, Granado e Antunes (201), Aires (2015) e Santos (2016).

     Nos três módulos sempre que considerei relevante fiz reblog de publicações dos colegas (e.g. Christiane Tosi (2017), Miran Benevides (2017), Fernanda Lopes (2018), adicionei textos de autores relevantes, quando se revelou pertinente, no final de algumas publicações em “Saber mais” ou fiz uma cópia ipsis verbis dos textos de autores (e.g. Colaboradores (2012), referindo que o texto consiste numa cópia integral da autoria do autor copiado.

     A passagem por esta UC permitiu-me complementar e aprofundar conhecimentos, para além de me proporcionar novas aprendizagens, não só relacionadas com esta UC, mas com a área da Educação em geral, munindo-me com conhecimentos úteis não só para a dissertação de mestrado, como para o meu enriquecimento pessoal e profissional.      Possibilitou-me ainda novos métodos de trabalho e de organização quer seja conhecimento como da informação e elaboração de trabalhos (e.g. Mendeley).

     Em suma, considero que atingi os objetivos definidos aquando da criação deste APA, procedi a uma seleção, leitura e análise dos textos propostos pelo professor, realizei pesquisas autónomas, sugeri leituras (que poderão ser encontradas no final de algumas publicações em “Saber mais”) e documentos (livros e artigos online) de modo a complementar conhecimentos. Foi uma experiência diferente e enriquecedora!

 

Referências

Costa, F. (2017). APA. [Post em blog]. Disponível em https://metinv.weebly.com/apa.html.

Mota, J. (2009). Personal Learning Environments: Contributos para uma discussão do conceito. Revista Educação, Formação & Tecnologias, vol. 2, nº 2, pp. 5-21. Disponível em http://eft.educom.pt/index.php/eft/article/view/105/66.

 

Esta publicação deve ser referenciada assim:

Pereira, F. (2018, janeiro 26). Reflexão pessoal crítica. [Post em blog]. Disponível em https://fabriciopereiraieul.wixsite.com/omeuapa/single-post/2018/01/26/Reflex%C3%A3o-cr%C3%ADtica.

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