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As diferenças entre pesquisa descritiva, exploratória e explicativa

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Nota introdutória:

Este texto consiste num reblog da publicação feita por Colaboradores (2012), com algumas adaptações.

     Toda e qualquer classificação é realizada mediante algum critério. Com relação às pesquisas, é bastante usual a classificação com base em seus objetivos gerais. Assim, é possível classificar as pesquisas em três grandes grupos: pesquisa descritiva, pesquisa exploratória e pesquisa explicativa (Vianna, 2001).

     Uma pesquisa científica é um processo de investigação em que se interessa descobrir as relações existentes entre os aspectos que envolvem os fatos, fenómenos, situações ou coisas. Em uma pesquisa científica procuramos utilizar o método científico que, de maneira geral, consiste em realizar as seguintes etapas para a resolução de um problema:

  • Definição e delimitação de um problema de pesquisa;

  • Formulação da hipótese;

  • Observações, coleta de dados e de informações;

  • Análise e interpretação dos resultados; e

  • Rejeição ou não rejeição da hipótese (Lakatos e Marconi, 2010).

 

     A classificação das pesquisas em exploratórias, descritivas e explicativas é muito útil para o estabelecimento de seu marco teórico, ou seja, para possibilitar uma aproximação conceitual.

 

Pesquisa exploratória

     A pesquisa exploratória estabelece critérios, métodos e técnicas para a elaboração de uma pesquisa e visa oferecer informações sobre o objeto desta e orientar a formulação de hipóteses (Cervo e Silva, 2006).

     Nas atividades exploratórias concentram-se as importantes descobertas científicas, muitas originadas pelo acaso quando da constatação de fenómenos ocorridos durante experimentos em laboratórios.

     A pesquisa exploratória visa à descoberta, o achado, a elucidação de fenômenos ou a explicação daqueles que não eram aceitos apesar de evidentes. A exploração representa, atualmente, um importante diferencial competitivo em termos de concorrência (Gonçalves, 2014).

     A pesquisa tecnológica exploratória cria a oportunidade de obter patentes nacionais e internacionais, a geração de riquezas e a redução da dependência tecnológica.

     Novos produtos e processos podem ser originados por impulsos criativos, que a partir de experimentações exploratórias produzem invenções ou inovações.

 

Pesquisa descritiva

     Na pesquisa descritiva realiza-se o estudo, a análise, o registro e a interpretação dos fatos do mundo físico sem a interferência do pesquisador. São exemplos de pesquisa descritiva as pesquisas mercadológicas e de opinião (Barros e Lehfeld, 2007).

     A finalidade da pesquisa descritiva é observar, registrar e analisar os fenómenos ou sistemas técnicos, sem, contudo, entrar no mérito dos conteúdos.

     Nesse tipo de pesquisa não pode haver interferência do pesquisador, que deverá apenas descobrir a frequência com que o fenómeno acontece ou como se estrutura e funciona um sistema, método, processo ou realidade operacional.

     O processo descritivo visa à identificação, registro e análise das características, fatores ou variáveis que se relacionam com o fenómeno ou processo. Esse tipo de pesquisa pode ser entendida como um estudo de caso onde, após a coleta de dados, é realizada uma análise das relações entre as variáveis para uma posterior determinação do efeitos resultantes em uma empresa, sistema de produção ou produto (Perovano, 2014).

     A pesquisa descritiva pode aparecer sob diversos tipos: documental, estudos de campo, levantamentos, etc., desde que se estude a correlação de, no mínimo, duas variáveis.

  • Espontaneidade: o pesquisador não interfere na realidade, apenas observa as variáveis que, espontaneamente, estão vinculadas ao fenómeno;

  • Naturalidade: os fatos são estudados no seu habitat natural;

  • Amplo grau de generalização: as conclusões levam em conta o conjunto de variáveis que podem estar correlacionadas com o objeto da investigação (Parra Filho e Santos, 2011).

 

     A pesquisa descritiva é, juntamente com a pesquisa exploratória, a mais habitualmente realizada pelos pesquisadores sociais preocupados com a atuação prática. É também a mais solicitada por organizações como instituições educacionais, empresas comerciais, partidos políticos etc.

 

Pesquisa explicativa

     A pesquisa explicativa registra fatos, analisa-os, interpreta-os e identifica suas causas. Essa prática visa ampliar generalizações, definir leis mais amplas, estruturar e definir modelos teóricos, relacionar hipóteses em uma visão mais unitária do universo ou âmbito produtivo em geral e gerar hipóteses ou ideias por força de dedução lógica (Lakatos e Marconi, 2011).

     A pesquisa explicativa exige maior investimento em síntese, teorização e reflexão a partir do objeto de estudo. Visa identificar os fatores que contribuem para a ocorrência dos fenómenos ou variáveis que afetam o processo. Explica o porquê das coisas.

     Nas áreas tecnológicas, há a necessidade da utilização de métodos experimentais de modelagem e simulação para que os fenómenos físico-químicos sejam identificados para posteriormente serem explicados.

 

Referência

Colaboradores (2012, janeiro 31). As diferenças entre pesquisa descritiva, exploratória e explicativa. [Post em blog]. Disponível em http://posgraduando.com/diferencas-pesquisa-descritiva-exploratoria-explicativa/.

 

Esta publicação deve ser referenciada assim:

Colaboradores (2012, janeiro 31). As diferenças entre pesquisa descritiva, exploratória e explicativa. [Post em blog]. Disponível em http://posgraduando.com/diferencas-pesquisa-descritiva-exploratoria-explicativa/.

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