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Tipos de textos

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     Existem três grandes grupos de textos escritos, concebidos por distintas técnicas de redação, sendo estas: textos literários; textos oficiais e comerciais; textos académicos e científicos. São formas gráficas diferentes, dado que contêm objetivos e conteúdos diversos, levando à construção de diversas formas de expressão escrita (Santos, 2006).

 

Textos literários

     As formas literárias têm objetivo artístico. Não se cingem apenas à transmissão de pensamentos, como também no exercício da arte da palavra. Expressam a realidade, recriam e interpretam a realidade do artista, por descrição ou narração, real ou fictícia. A fábula, a anedota, a saga ou lenda, o conto, a novela, a crónica, o romance e o poema são exemplos de formas literárias (ibidem).

 

Textos oficiais e comerciais

     As formas oficiais e comerciais consistem em textos concebidos com o objetivo de estabelecer comunicação documentada e formal em ambientes de trabalho. Posso mencionar como exemplo de texto oficial e comercial, o ofício, o memorando, o requerimento, o aviso, o parecer, o memorial, a ordem de serviço e carta comercial (Santos, 2006).

 

Textos académicos e científicos

     A escrita de textos científicos tem em atenção o modo como os dados e a informação é comunicada, ou seja, estes devem ser comunicados de forma correta, exata e autêntica. Normalmente os textos académicos e científicos são categorizados conforme o nível de aprofundamento de seus objetivos: exploratórios, descritivos e analíticos. Tendo em conta os seus objetivos, estes podem distinguir-se em três formatos fundamentais de textos científicos: a resenha bibliográfica (exploratório); o relatório científico (descritivo) e a monografia (analítico). (ibidem). Podem fazer-se variações de tamanho desses modelos, que irão produzir outras estruturas textuais, tais como sinopses/resumos, artigos-relatório/relato de experiência e artigo científicos.

     Contudo, independentemente do modo como os dados/informações/ideias são tratados, os textos académicos e científicos seguem sempre um mesmo roteiro lógico (Santos, 2006):

  1. Identificação de um problema científico;

  2. Tratamento do problema por meio de um método cientificamente aceite;

  3. Desenvolvimento do problema;

 

     Este roteiro segue por sempre o seguinte formato gráfico (ibidem):

  1. Introdução (identificação e apresentação do problema a tratar);

  2. Desenvolvimento ou corpo (tratamento e desenvolvimento racional do problema);

  3. Conclusão (devolução, fechamento do problema, após ter passado pelo investigador).

     

     

Resenhas

     As resenhas consistem no nível mais elementar do texto científico e podem ser caracterizadas como um trabalho exploratório, visto que embora inclua uma crítica, o texto-base já foi concluído. Podemos então entender as resenhas como a análise e apresentação dos conteúdos de obras já prontas e publicadas, podendo ser acompanhadas (ou não) de uma crítica (Santos, 2006).

     Conforme os seus objetivos, as resenhas podem ser de vários tipos: bibliográficas e de texto. As partes fulcrais que constituem a apresentação de uma resenha na ótica de Santos (2006) são:

  1. Introdução

  2. Identificação da obra;

  3. Credenciais do autor;

  4. Conteúdo;

  5. Conclusões;

  6. Crítica; e

  7. Conclusão.

 

Relatórios científicos

     Geralmente é o primeiro texto produzido após uma pesquisa de laboratório ou de campo, onde o investigador envolve-se diretamente com as realidades. Mais complexo do que uma resenha, o relatório é descritivo por natureza. Relatar consiste então em contar o que o que se observou. (Santos, 2006)

     Um relatório e constituído pelas seguintes partes (ibidem):

  1. Introdução;

  2. Referencial teórico;

  3. Metodologia;

  4. Apresentação de resultados;

  5. Análise dos resultados;

  6. Sugestões/recomendações; e

  7. Conclusão.

 

Monografias

     As monografias consistem em textos resultantes de pesquisa científica que contêm a identificação, o posicionamento, o tratamento e o fechamento componentes de um tema ou problema, sendo, portanto, um texto de primeira mão. A monografia é um texto fundamentalmente analítico, em que o objeto é, normalmente, bem delimitado em extensão, de modo a possibilitar o aprofundamento do estudo. Os raciocínios poderão ser indutivos, dedutivos ou dialéticos (Santos, 2006).

     A estrutura das monografias contém:

  1. Introdução;

  2. Corpo; e

  3. Conclusão.

 

Sinopses e resumos

     As sinopses são textos pequenos, entre 25 e 50 linhas, normalmente escritos pelo autor ou pela editora de uma obra. Estas apresentam os traços gerais, as ideias maiores e as grandes linhas da obra de forma sucinta (Santos, 2006).

     O resumo, por norma, é um texto mais longo (10% a 25% do texto original) e realça as principais ideias do texto-base (ibidem).

     A sinopse permite uma certa interpretação e apreciação enquanto que o resumo procura ser o mais fiel possível ao texto original (Santos, 2006).

 

Artigos-relatório (ou relatos de experiência)

       Têm uma finalidade semelhante à dos relatórios científicos. Os artigos-relatório proveem da intenção de publicar resultados de pesquisa de laboratório ou de campo em periódicos especializados (jornais, revistas científicas). Possuem o mesmo formato dos relatórios, embora mais sintetizados (entre cinco e dez páginas) (ibidem). Normalmente são apresentados da seguinte forma (Santos, 2006):

  1. Título (subtítulo) do trabalho;

  2. Autor(es);

  3. Credenciais do(s) autor(es);

  4. Sinopse ou resumo;

  5. Introdução;

  6. Corpo do relatório;

  7. Conclusão;

  8. Referências bibliográficas.

 

Artigos científicos

     Embora possuam um formato reduzido (entre cinco e dez páginas), são sempre trabalhos completos e visam a publicação de resultados de um determinado estudo (ibidem).

     Por norma são utilizados como publicações em revistas especializadas, com o intuito de divulgar conhecimentos, comunicar resultados ou novidades sobre determinado assunto ou ainda, refutar, contestar ou apresentar soluções de uma situação discutida (Santos, 2016). Deve, tal como as monografias, conter uma introdução, um corpo e uma conclusão. O formato mais utilizado contém (ibidem):

  1. Título (subtítulo) do trabalho;

  2. Autor(es);

  3. Credenciais do(s) autor(es);

  4. Sinopse ou resumo do texto;

  5. Introdução;

  6. Corpo do artigo (subtítulos e não capítulos);

  7. Conclusão;

  8. Referências bibliográficas (utilizadas no corpo do texto e conforme as normas solicitadas).

 

Ensaios científicos (papers)

     Os ensaios científicos consistem em textos que “desenvolvem uma proposta pessoal do autor sobre um determinando tema/problema de ciência” (Aires, 2016, p. 40). A estrutural gráficas e intelectual dos ensaios é semelhante à dos artigos científicos e monografias.

 

Utilização académica de textos científicos: Teses e dissertações

     Uma dissertação consiste num “texto final exigido como condição parcial para a obtenção do grau académico de mestre” (Aires, 2016, p. 41). É apresentada na forma de relatório científico ou de monografia. A dissertação tem como principal característica o aprofundamento, ou seja, o texto deve identificar, tratar e fechar uma questão científica de maneira profunda e competente. Aires (2016, p. 42) refere que as dissertações possuem as seguintes características específicas:

  1. Ser elaborada por pós-graduados, vinculados a um programa sricto sensu de uma escola superior devidamente credenciada;

  2. Ser elaborada numa área específica de conhecimento, indicada pela instituição tuteladora;

  3. Desenvolver-se sob a orientação de um doutor académico, aceito pela instituição tuteladora;

  4. Revelar domínio e capacidade de síntese específica e aprofundada, na área de conhecimento/atuação;

  5. Uma vez concluída, deve ser apresentada e defendida publicamente, ante uma banca académica de pelo menos três doutores.

 

     Uma tese pode compreenda como o texto final requerido para a obtenção do grau académico de doutor, assim como dos títulos universitários de catedrático e livre-docente. Assume o formato de uma monografia ou de um relatório científico, assim como a dissertação, consoante a área de ciência ou a natureza da investigação desenvolvida. A tese deve identificar, tratar e fechar uma questão científica de forma única, competente e profunda (Aires, 2016). Este texto científico, possui ainda as seguintes características (ibidem, p. 42-43):

  1. Ser elaborada por pós-graduandos, regularmente vinculados a um programa de doutoramento de uma instituição de ensino superior;

  2. Ser elaborada numa área específica de concentração, definida pela instituição;

  3. Ser elaborada sob a tutela de um doutor orientador;

  4. Revelar domínio e síntese de conhecimentos específicos e inéditos na área de conhecimento/atuação em que é desenvolvida;

  5. Após ser concluída, é apresentada e defendida publicamente, enquanto avaliada por banca académica, constituída de doutores (geralmente seis), corroborados pela instituição tuteladora.

     

Referência

Santos, A. (2016). Metodologia científica: A construção do conhecimento (6ª Ed.). Rio de Janeiro: DP&A Editora.

 

Esta publicação deve ser referenciada assim:

Pereira, F. (2017, dezembro 29). Tipos de textos. [Post em blog]. Disponível em https://fabriciopereiraieul.wixsite.com/omeuapa/single-post/2017/12/29/Tipos-de-textos.

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