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Produção do conhecimento científico

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     A ciência alicerça-se num conjunto de conceitos básicos: factos (realidades), fenómenos (ocorrências), e dados (Almeida & Freire, 2003).

     Os factos contemplam tudo aquilo que se conhece ou que se presume sobre a realidade, que quando circunscritos no espaço e no tempo, designam-se de acontecimentos. Estes quando analisados pelo investigador denominam-se de fenómenos. A informação daí obtida é designada por dados. Os dados identificam-se com todo o tipo de informação descritiva da realidade (e.g. enunciados, afirmações ou negações) (ibidem).

     O investigador, partindo das relações entre fenómenos, procura evidências para afirmar, descrever ou negar factos. Uma atitude adequada, e única na ótica da “investigação científica”, busca “aprofundar quais são os fenómenos e as relações que mantêm com os factos, nomeadamente apreciando a cadeia ou os tipos de relações, antes de se estabelecerem ilações” (Almeida & Freire, 2003, p. 23).

     Existem distintos tipos de relações. A ciência busca relações constantes e invariáveis, ou seja, leis. Na investigação científica uma lei é anteposta de uma conjetura, isto é, uma resposta ou justificação provisória de um determinando problema descrito sob a forma de relações entre fenómenos (hipóteses). Para que se possa explicar e prognosticar os fenómenos é necessário um sistema de relações, constatadas através de dados empíricos. Esse sistema é apelidado de teoria, isto é, um sistema ou quadro descritivo, explicativo (se possível), preditor e controlador (embora por veres provisório) dos fenómenos (Almeida & Freire, 2003).

     Na descrição desse sistema (teoria), devemos atentar nos elementos que o constituem, sendo estes (Kerlinger, 1979, mencionado em Almeida & Freire, 2003):

  1. Conceitos ou variáveis (que descrevem os fenómenos; por vezes constructos hipotéticos);

  2. Relações entre os conceitos ou variáveis (que descrevem os fenómenos);

  3. Explicações dos fenómenos descritos e suas relações;

  4. Predições de umas variáveis a partir das outras.

 

     Uma teoria possui várias características, tais como: (1) é um sistema relacional de leis gerais e constantes (capazes de descrever, explicar e prognosticar os fenómenos em análise); (2) permite a formulação de deduções dentro do seu âmbito específico (sistema hipotético-dedutivo); (3) é provisória (a história tem revelado a falsidade de algumas teorias, que em determinando momento eram consideradas corretas) (ibidem).

     Por fim, quando estas são aceites pela comunidade científica possuem diversas vantagens: (i) possibilitam um sentido global do que é conhecido sobre os fenómenos dispersos; (ii) simplificam diversos dados mediante a consideração dos seus aspetos e relações mais significativas; (iii) mantêm a tensão própria intrínseca à testagem de novas hipóteses em face do seu sentido heurístico (Almeida & Freire, 2003).

 

Referência:

Almeida, L. S., & Freire, T. (2003). Metodologia da investigação em psicologia e educação. Braga: Psiquilibrios. 

 

Esta publicação deve ser referenciada assim:

Pereira, F. (2017, novembro 25). Produção do conhecimento científico. [Post em blog]. Disponível em https://fabriciopereiraieul.wixsite.com/omeuapa/single-post/2017/11/25/Produ%C3%A7%C3%A3o-de-conhecimento-cient%C3%ADfico.

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