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A investigação educativa

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     Como mencionei nas publicações anteriores, a investigação científica consiste numa atividade rigorosa, controlada e sistemática que tem como principal objetivo a elaboração de teorias. Estes planeamentos vão ao encontro das clássicas definições da ciência de descrever, prever, explicar e controlar a realidade que estão amplamente relacionados com o desenvolvimento da investigação nas Ciências Naturais (Lukas & Santiago, 2004).

     No entanto, as ciências relacionadas com os fenómenos que ocorrem na natureza são diferentes das ciências que estudam os fenómenos relacionado com o protagonismo do ser humano enquanto integrante de um grupo social. Essas diferenças vão refletir-se nas formas de investigar esses fenómenos em cada um dos casos (ibidem).

     Podemos considerar uma série de características específicas dos fenómenos sociais e humanos que impedem a aplicação dos métodos utilizados nas Ciências Naturais para investigar nas Ciências Sociais e na Educação (Lukas & Santiago, 2004).

     Neste sentido, a aplicação do conceito de investigação científica nas Ciências Socais deve envolver uma forma mais ampla que supere a conceção restrita utilizada nas Ciências Naturais, atentando assim, no cumprimento de certas premissas como as de ser uma atividade controlada, sistemática, empírica e auto-controladora.

     São múltiplos os factores que influenciam os fenómenos e situações educativas. Segundo Maltó (2002):

La investigación em Educación se realiza bajo unas condiciones muy particulares. Los rígidos controles de las situaciones de laboratório no son posibles em Educación. Por añadidura, la medición em investigación educativa es, a menude, indirecta e imprecisa, y la verificación de los hallazgos por replicación puede resultar difícil. Por ello, en Educación se suele tomar el método científico como un estándar al que se somete la investigación para valorar si es adecuada, pero cabe esperar que algunos estúdios no se adhieran rígidamente a las características del método científico (citado por Lukas & Santiago, 2004, p. 20).

 

     O estudo dos fenómenos educativos através de uma perspetiva científica é relativamente recente. A cientificidade da Educação suscita, no entanto, algumas dúvidas, dado que alguns autores não consideram as Ciências Sociais como ciência.

     Todavia, Dendaluce (1988) propôs uma definição de ciência que não fosse unicamente baseada na aplicação do método hipotético-dedutivo experimental, mas como uma forma de conhecimento rigoroso e metódico que visa descobrir leis sobre o objeto de estudo e expressar esses conhecimentos de uma forma sistemática (apud Lukas & Santiago, 2004). Se tivermos em consideração que a Educação tem um objeto próprio diferenciado das demais ciências ou disciplinas, método, rigor, leis e teoria sistemáticas podemos então constatar que a Educação é uma ciência (Lukas & Santiago, 2004).

     Contudo, a Educação não se pode desligar da interdisciplinaridade, uma vez que a abordagem dos problemas educativos engloba a Sociologia, a Psicologia, a Antropologia, a Economia, a Filosofia, etc.

     Mas qual é o objeto da Educação? Ao colocarmos esta questão deparamo-nos com uma dicotomia: o objeto é a procura de conhecimentos científico sobre a Educação (investigação básica – solução de problemas educativo) ou o objeto é a busca de soluções práticas a partir da compreensão dos fenómenos que ocorrem nos contextos educativos (investigação aplicada – contribui para o enriquecimento do corpo de conhecimentos, onde se deverá cumprir os requisitos exigidos para uma investigação de qualidade) (ibidem).

     Lukas & Santiago (2004) referem que o confronto entre estas duas posições não tem sentido na Educação, cujo o caráter aplicado é uma das suas peculiaridades. A educação não faz sentido se não se destinar a encontrar conhecimento que seja aplicável à prática educacional.

     Os mesmos autores questionam-se: o que é ao certo a investigação educativa?

     O conceito de investigação educativa tem-se alterado ao longo da história em função dos diversos enfoques e modos de entender que se vão adaptando, tanto acerca da Educação como da investigação.

     Atualmente, a investigação educativa é considerada num sentido amplo como “el estudio y análisis de la Educación, tratando de las cuestiones y problemas relativos a la naturaleza, epistemología, metodología, fines y objetivos en el marco de la búsqueda progresiva de conocimiento en el ámbito educativo” (Arnal, Del Rincón & Latorre, 1992, apud Lukas & Santiago, 2004, p. 22).

     Best (1972) define-a como um “processo formal, sistemático e intensivo en el cual se aplica el método científico de análisis” (citado por Lukas & Santiago, p. 22); já Kerlinger (1987) define-a como uma “investigación sistemática, controlada, empírica y crítica, de proposiciones hipotéticas acerca de las persuntas relaciones entre fenómenos naturales” (citado por Lukas & Santiago, p. 22).

     Em suma, a conceção de investigação científica é afetada consoante a importância que é dada a dois elementos: a construção de conhecimento teórica e a solução de problemas práticos.

 

Referência

Lukas, J. F., & Santiago, K. (2004). Evaluación educativa. Madrid: Alianza Editorial.

 

Esta publicação deve ser referenciada assim:

Pereira, F. (2017, novembro 26). A investigação educativa. [Post em blog]. Disponível em https://fabriciopereiraieul.wixsite.com/omeuapa/single-post/2017/11/26/A-investiga%C3%A7%C3%A3o-educativa.

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